quarta-feira, 9 de março de 2016

Outro dia encontrei um coleguinha de trabalho numa festa. Ficamos lá conversando sobre amenidades, tomamos uma cerveja e... só. Daí essa semana o sujeito me chamou pra jantar. Veja bem, no alto dos meus 31 anos, eu sei diferenciar um jantar de bróder de um jantar do qual eu serei a sobremesa. E o jantar dele definitivamente não era um jantar de bróder, então eu gentilmente recusei o convite. E ele insistiu. E eu recusei. E ele insistiu. E eu tive que dizer: "amigão, eu não pego pessoas do trabalho". Então ele fez cara de "ué?" e perguntou por que então eu dei mole pra ele na festa. Daí tive que soltar o clássico: eu sou simpática, não estava te dando mole.

Fazendo um retrospecto da minha vida, percebi que a minha simpatia muitas vezes pode ser um problema pra mim. Ou na verdade, eu devo ser muito sensual enquanto acho que tô sendo só engraçadinha, HAHA! Porque não é possível, até o atendente da TIM me mandou uma poesia por SMS após o atendimento.

Há alguns dias, estive em São Paulo e peguei um Uber com meus amigos. Normal, né. Daí fui simpática com o motorista e acabou que combinamos que ele levaria e buscaria a gente no show dos Rolling Stones. Como isso seria feito por fora do Uber, ele pegou meu número e passamos a nos comunicar por whatsapp. Durante esses dias em SP, ele me mandava umas mensagens do tipo "espero que você venha no banco da frente quando eu for levar vocês ao show". Eu só ria e ignorava.


Dias depois, já em Brasília, recebo um whatsapp do cara:

- Posso te fazer duas perguntas?
- Oi, diga.
- Você tem namorado?
- Sim - uma mentirinha não faz mal a ninguém, né.
- Ok.
- Ué, e a outra pergunta?
- Eu já fiz, era se podia te fazer duas perguntas.



haha, devia ter dado uma chance pro cidadão só por me fazer rir.

Um comentário:

Salve Jorge disse...

Saudosa comunidade do orkut...