Quem me acompanha aqui no blog sabe que eu trabalhei, durante algum tempo, com uma coleguinha que me irritava profundamente. Ela não fazia nada demais pra me incomodar
além de ser lerda pra caralho, mas até o jeito dela digitar me irritava, coitada. Até que eu mudei de departamento e consegui me livrar dela.
Daí que minha vida no trabalho estava tranquila, sem coleguinhas tãããão irritantes como aquela - porque alguém que não me irrite numa convivência diária de 8 horas é praticamente impossível.
Até que chegou um novo funcionário. E é óbvio que ele passou a se sentar do meu lado, né. Sério, não entendo, com três estações de trabalho livres, o cidadão decide se mudar justamente praquela colada na minha.
Gente, eu poderia ficar horas enumerando as coisas que o sujeito faz e tenho certeza que vocês concordariam comigo. Não vou nem mencionar o fato de ele usar óculos com lentes transitions, o que por si só já me irrita imensamente.
Às vezes eu coloco uns fones de ouvido por motivos de: a não ser que você seja meu chefe ou que o prédio esteja pegando fogo, não me incomode. Sério, eu nem ouço nada, só coloco os fones pra mandar esse singelo recado, às vezes o fone tá até desconectado do computador, mas tô com ele lá nas orelhas.
O coleguinha puxa papo mesmo assim? Claro.
O que ele tem pra me falar é relevante e me desperta algum interesse? Jamais.
Daí que né, passei a aceitar que trabalhar com gente irritante é meu karma, daí faço uns exercícios de respiração, mentalizo um jardim com uns gnomos, e consigo passar 8h ao lado do indivíduo sem me afetar tanto - sempre com minha música imaginária nos fones.
Daí hoje dei uma olhadela no computador do coleguinha, que é triatleta amador, e o papel de parede era uma tela preta com uma frase escrita em branco: "nascido para treinar, obrigado a trabalhar."
Olha, achei tendência. Quer dizer, não a parte do "nascido pra treinar", mas gente, curti o desabafo e compartilho do sentimento de "obrigado a trabalhar". Desceu um degrau no meu nível de irritação.
mas nunca vou engolir as lentes transitions. nunca.