Sabe qual a vantagem em começar a semana com um terçol nascendo no seu olho direito?!
descobrir que terçol também se chama terçolho e sempre se alegrar quando se lembra disso.
segunda-feira, 14 de março de 2016
quarta-feira, 9 de março de 2016
Outro dia encontrei um coleguinha de trabalho numa festa. Ficamos lá conversando sobre amenidades, tomamos uma cerveja e... só. Daí essa semana o sujeito me chamou pra jantar. Veja bem, no alto dos meus 31 anos, eu sei diferenciar um jantar de bróder de um jantar do qual eu serei a sobremesa. E o jantar dele definitivamente não era um jantar de bróder, então eu gentilmente recusei o convite. E ele insistiu. E eu recusei. E ele insistiu. E eu tive que dizer: "amigão, eu não pego pessoas do trabalho". Então ele fez cara de "ué?" e perguntou por que então eu dei mole pra ele na festa. Daí tive que soltar o clássico: eu sou simpática, não estava te dando mole.
Fazendo um retrospecto da minha vida, percebi que a minha simpatia muitas vezes pode ser um problema pra mim. Ou na verdade, eu devo ser muito sensual enquanto acho que tô sendo só engraçadinha, HAHA! Porque não é possível, até o atendente da TIM me mandou uma poesia por SMS após o atendimento.
Há alguns dias, estive em São Paulo e peguei um Uber com meus amigos. Normal, né. Daí fui simpática com o motorista e acabou que combinamos que ele levaria e buscaria a gente no show dos Rolling Stones. Como isso seria feito por fora do Uber, ele pegou meu número e passamos a nos comunicar por whatsapp. Durante esses dias em SP, ele me mandava umas mensagens do tipo "espero que você venha no banco da frente quando eu for levar vocês ao show". Eu só ria e ignorava.
Dias depois, já em Brasília, recebo um whatsapp do cara:
- Posso te fazer duas perguntas?
- Oi, diga.
- Você tem namorado?
- Sim - uma mentirinha não faz mal a ninguém, né.
- Ok.
- Ué, e a outra pergunta?
- Eu já fiz, era se podia te fazer duas perguntas.
haha, devia ter dado uma chance pro cidadão só por me fazer rir.
Fazendo um retrospecto da minha vida, percebi que a minha simpatia muitas vezes pode ser um problema pra mim. Ou na verdade, eu devo ser muito sensual enquanto acho que tô sendo só engraçadinha, HAHA! Porque não é possível, até o atendente da TIM me mandou uma poesia por SMS após o atendimento.
Há alguns dias, estive em São Paulo e peguei um Uber com meus amigos. Normal, né. Daí fui simpática com o motorista e acabou que combinamos que ele levaria e buscaria a gente no show dos Rolling Stones. Como isso seria feito por fora do Uber, ele pegou meu número e passamos a nos comunicar por whatsapp. Durante esses dias em SP, ele me mandava umas mensagens do tipo "espero que você venha no banco da frente quando eu for levar vocês ao show". Eu só ria e ignorava.
Dias depois, já em Brasília, recebo um whatsapp do cara:
- Posso te fazer duas perguntas?
- Oi, diga.
- Você tem namorado?
- Sim - uma mentirinha não faz mal a ninguém, né.
- Ok.
- Ué, e a outra pergunta?
- Eu já fiz, era se podia te fazer duas perguntas.
haha, devia ter dado uma chance pro cidadão só por me fazer rir.
quinta-feira, 3 de março de 2016
Hoje de manhã cheguei da academia passando super mal. Entrei em casa e fui direto pro meu quarto, deitei do jeito que eu tava. Em seguida, entra a sobrinha:
- Tia, o que você tem?
- Tô passando super mal...
- Mas por que?
- Não sei, meu amor.
- Hum.
- Será que eu tô com dengue?
- Tia, se você estivesse com dengue, você estaria com febre, com dor de cabeça, com manchas pelo corpo e com dor nas ARCUTILAÇÕES.
não dá vontade de apertar a pequena doutora?!
- Tia, o que você tem?
- Tô passando super mal...
- Mas por que?
- Não sei, meu amor.
- Hum.
- Será que eu tô com dengue?
- Tia, se você estivesse com dengue, você estaria com febre, com dor de cabeça, com manchas pelo corpo e com dor nas ARCUTILAÇÕES.
não dá vontade de apertar a pequena doutora?!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Hoje de manhã cheguei no trabalho e tinha uma cartela de bingo em cima da minha mesa. Às vezes as pessoas deixam presentinhos pra mim - já cheguei aqui e encontrei bombom, chocolate, um chaveirinho de Paris. Teve até uma vez que me deixaram um saco de mangas. Mas uma cartela de bingo, essa foi a primeira vez.
Perguntei pra todo mundo se alguém sabia do que se tratava e ninguém sabia de nada. Averiguei se o coleguinha das lentes transitions, que senta do meu lado, também tinha recebido uma, mas nada. Eu fui a única pessoa ~premiada~ com a misteriosa cartela.
Olha, eu adoraria participar do bingo, pena que ninguém deixou mais informações sobre ele.
Perguntei pra todo mundo se alguém sabia do que se tratava e ninguém sabia de nada. Averiguei se o coleguinha das lentes transitions, que senta do meu lado, também tinha recebido uma, mas nada. Eu fui a única pessoa ~premiada~ com a misteriosa cartela.
Olha, eu adoraria participar do bingo, pena que ninguém deixou mais informações sobre ele.
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| As girafas da minha caneca acreditam que isso é um sinal de sorte para 2016. |
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Pois é, 2016 né. Daí que eu já não sou mais a jovem de antes, e decidi tentar levar uma vida mais saudável, me alimentar melhor, me exercitar todos os dias, fumar menos, beber pouco, essas coisas.
Daí essa noite eu sonhei que a Bela Gil trabalhava como cozinheira na minha casa. E que ela só cozinhava coisas maravilhosas, leia-se: nada saudáveis. Eu esperava que ela fosse fazer aquelasgororobas coisas naturebas, tipo churrasco de melancia, mas ela só fazia coisas não saudáveis. Daí que né, eu ficava muito confusa. Então ela me explicava: "aquilo é só um personagem, querida."
vocês não ficam admirados com o funcionamento do meu subconsciente?
Daí essa noite eu sonhei que a Bela Gil trabalhava como cozinheira na minha casa. E que ela só cozinhava coisas maravilhosas, leia-se: nada saudáveis. Eu esperava que ela fosse fazer aquelas
vocês não ficam admirados com o funcionamento do meu subconsciente?
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Uma das minhas memórias de infância é de quando eu tinha uns 7 anos, e um coleguinha da escola machucou o pé e não conseguia calçar tênis. Daí ele passou vários dias indo pro colégio com um pé de tênis e o outro de chinelo. Lembro bem que eu olhava pros pés dele e ficava estarrecida, porque aquilo não fazia absolutamente nenhum sentido pra mim. Eu ficava agoniada, com vontade de falar pro menino que era melhor ele ir logo de chinelo nos dois pés, ué! Daí eu ficava lá atormentada com os dois pés diferentes e tentando achar algum sentido praquilo.
Ao longo da minha vida escolar, vários outros coleguinhas fizeram isso. Machucavam o pé e no dia seguinte apareciam com tênis num pé e chinelo no outro. E em todas as vezes eu ficava lá me corroendo com a falta de sentido daquilo.
Eis que, no alto dos meus 31 anos, não achava que teria que lidar com essa cena novamente... até hoje de manhã, quando me deparei com o coleguinha de trabalho com um pé de chinelo e outro de sapato. E se ele vier amanhã assim de novo? E se o pé dele demorar pra melhorar e ele tiver que vir vários dias assim? Não sei lidar.
até crocs fazem mais sentido.
Ao longo da minha vida escolar, vários outros coleguinhas fizeram isso. Machucavam o pé e no dia seguinte apareciam com tênis num pé e chinelo no outro. E em todas as vezes eu ficava lá me corroendo com a falta de sentido daquilo.
Eis que, no alto dos meus 31 anos, não achava que teria que lidar com essa cena novamente... até hoje de manhã, quando me deparei com o coleguinha de trabalho com um pé de chinelo e outro de sapato. E se ele vier amanhã assim de novo? E se o pé dele demorar pra melhorar e ele tiver que vir vários dias assim? Não sei lidar.
até crocs fazem mais sentido.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Minha vida ficou um pouquinho mais constrangedora desde que o whataspp passou a fazer ligações.
Isso porque o maldito botãozinho pra ligar fica exatamente do lado da fotinho do seu interlocutor né, e eu, enquanto ser humano curioso, sempre aumento a fotinho do contato. Sempre. Pode ser a minha mãe, pode ser a amiga com quem eu falo todo dia, pode ser o namorado. Eu vou sempre abrir a fotinho.
E nessas é óbvio que eu já cliquei no telefoninho e iniciei uma ligação sem querer. Quem nunca? O foda é quando eu estou stalkeando alguém que eu não conheço e que está em algum grupo em comum e ligo pro desconhecido. Ou pra algum ex, quando eu só queria lembrar como era a cara dele.
Mas nenhum constrangimento supera o da minha irmã, que tava conversando com o filho de um conhecido, sobre um assunto profissional. Logicamente, ela deu o zoom na imagem do moço, pra ver como ele era. Ocorre que o rapaz em questão era bem gatinho e ela quis compartilhar esta informação comigo. Salvou a foto do mancebo e enviou, com o seguinte texto: "Olha como o Fulano filho do Beltrano é gato!! Salvei a foto dele do whataspp!!". Normal né, todo mundo faz isso.
normal se ela não tivesse mandado a foto e o comentário para o próprio rapaz.
Isso porque o maldito botãozinho pra ligar fica exatamente do lado da fotinho do seu interlocutor né, e eu, enquanto ser humano curioso, sempre aumento a fotinho do contato. Sempre. Pode ser a minha mãe, pode ser a amiga com quem eu falo todo dia, pode ser o namorado. Eu vou sempre abrir a fotinho.
E nessas é óbvio que eu já cliquei no telefoninho e iniciei uma ligação sem querer. Quem nunca? O foda é quando eu estou stalkeando alguém que eu não conheço e que está em algum grupo em comum e ligo pro desconhecido. Ou pra algum ex, quando eu só queria lembrar como era a cara dele.
Mas nenhum constrangimento supera o da minha irmã, que tava conversando com o filho de um conhecido, sobre um assunto profissional. Logicamente, ela deu o zoom na imagem do moço, pra ver como ele era. Ocorre que o rapaz em questão era bem gatinho e ela quis compartilhar esta informação comigo. Salvou a foto do mancebo e enviou, com o seguinte texto: "Olha como o Fulano filho do Beltrano é gato!! Salvei a foto dele do whataspp!!". Normal né, todo mundo faz isso.
normal se ela não tivesse mandado a foto e o comentário para o próprio rapaz.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Fim de ano chegando e o povo do trabalho tava aqui discutindo as opções pra nossa confraternização de natal. Decidiram que será um churrasco no clube e que o preço individual inclui comida à vontade, refrigerante à vontade, água à vontade e duas garrafas de cerveja por pessoa.
Daí que né, ainda existe sensatez nesse mundo e algumas pessoas questionaram: só duas garrafas por pessoa?
Eis que o coleguinha, que não bebe, me pergunta:
- Você consegue beber duas garrafas de cerveja ao longo da tarde?
- ACHO que sim.
tô segurando o riso até agora.
Daí que né, ainda existe sensatez nesse mundo e algumas pessoas questionaram: só duas garrafas por pessoa?
Eis que o coleguinha, que não bebe, me pergunta:
- Você consegue beber duas garrafas de cerveja ao longo da tarde?
- ACHO que sim.
tô segurando o riso até agora.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Essa noite eu sonhei que o Papa Francisco ia lá pra casa, pra treinar minha irmã pra um concurso de falsete (aquele troço de cantar que nem um golfinho insuportavelmente fino). Daí a gente ficava super brother e eu fazia um suco de abacaxi pra ele, que ficou uma delícia. Mas ele não gostou e falou que o suco ficou muito grosso e que nem morto ele ia tomar aquele copo inteiro.
fim.
fim.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Tô lá trabalhando tranquilamente, quando meu telefone do trabalho toca. Vejo no visor que é um número desconhecido:
- *órgão onde eu trabalho*, Fernanda, bom dia.
- beija-flor?
- oi?
- beija-flor, é você?
- senhor, o senhor ligou para o *órgão onde eu trabalho*.
- eu sei.
- ...
- quero falar com o beija-flor.
- ...
- ...
- olha, ele não tá aqui agora.
- ah, obrigada.
eu devia ter cantando a música do natiruts, dizendo que o beija flor voou e foi embora.
- *órgão onde eu trabalho*, Fernanda, bom dia.
- beija-flor?
- oi?
- beija-flor, é você?
- senhor, o senhor ligou para o *órgão onde eu trabalho*.
- eu sei.
- ...
- quero falar com o beija-flor.
- ...
- ...
- olha, ele não tá aqui agora.
- ah, obrigada.
eu devia ter cantando a música do natiruts, dizendo que o beija flor voou e foi embora.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
A nova moda do meu subconsciente é ter sonhos de ação. Tipo, muita ação. Perseguição, tiros, carros explodindo. Tem uns dois meses que tenho tido sonhos assim. Às vezes eu tenho dúvida se eu dormi ou se eu fui levada pra um set de filmagem com o Dwayne Johnson (thanks, google).
No sonho dessa noite, eu tinha uma ~missão~ em um país distante e pra isso eu ia de helicóptero, que era pilotado pelo meu coleguinha das lentes transitions (meu subconsciente malandrinho...)
Sei que o sonho era tão certinho, com personagens, enredo, tudo fazia tanto sentido, que no meio do sonho eu percebia que tava sonhando e pensava: "meudeus, eu posso escrever roteiros de filmes de ação com esses sonhos e ficar rica!". Mas imediatamente eu pensava: "nah, que preguiça".
"nah, que preguiça": definindo minha vida desde 1984.
No sonho dessa noite, eu tinha uma ~missão~ em um país distante e pra isso eu ia de helicóptero, que era pilotado pelo meu coleguinha das lentes transitions (meu subconsciente malandrinho...)
Sei que o sonho era tão certinho, com personagens, enredo, tudo fazia tanto sentido, que no meio do sonho eu percebia que tava sonhando e pensava: "meudeus, eu posso escrever roteiros de filmes de ação com esses sonhos e ficar rica!". Mas imediatamente eu pensava: "nah, que preguiça".
"nah, que preguiça": definindo minha vida desde 1984.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Dia desses fui buscar a sobrinha na escola. No caminho pra casa, a conversa descambou pro assunto ter filhos:
- tem muita gente que não quer ter filho, sabia?
- sério, tia?
- ahãm. E todo mundo pode ser feliz, com filho ou sem filho, né?
- é... então eu não sei se quero ter filho, tia.
- tudo bem meu amor, você pode escolher o que quiser! Mas também tá muito cedo pra pensar nisso, né. Você só tem sete anos, agora você tem mais é que brincar e estudar.
- mas eu só penso em comer.
alguém nega que é minha sobrinha?
- tem muita gente que não quer ter filho, sabia?
- sério, tia?
- ahãm. E todo mundo pode ser feliz, com filho ou sem filho, né?
- é... então eu não sei se quero ter filho, tia.
- tudo bem meu amor, você pode escolher o que quiser! Mas também tá muito cedo pra pensar nisso, né. Você só tem sete anos, agora você tem mais é que brincar e estudar.
- mas eu só penso em comer.
alguém nega que é minha sobrinha?
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Eu sou a rainha da mania de perseguição. Sabe aquelas indiretas que as pessoas mandam no facebook? Eu sempre acho que é pra mim, mesmo que eu não tenha absolutamente nenhum contato com a pessoa em questão.
Hoje mesmo, mandei uma foto super legal dos meus sobrinhos no grupo da minha família (leia-se minha mãe e minhas três irmãs) no whataspp. Todo mundo viu - porque os malditos checkzinhos ficaram azuis - mas ninguém falou nada. É óbvio que elas estão putas comigo por alguma razão, né? É evidente que eu estou sendo ignorada de propósito, gente. Daí eu fico aqui num processo mental esquizofrênico tentando descobrir o porquê delas estarem putas comigo, até chegar à conclusão de que não há razão pra isso e que ninguém tá chateado comigo.
Mas gente, e quando os dois coleguinhas que trabalham na sua sala se juntam num cantinho e começam a conversar quase sussurrando? Pois é, isso tá acontecendo agora, enquanto eu escrevo este post. E gente, eles estão cochichando já faz uns dez minutos. E eu tenho certeza de que estão falando de mim. Só pode ser. Ainda mais porque um dos coleguinhas é o inconveniente das lentes transitions.
Daí eu fico aqui tomando café e sofrendinho. Mas né, eu faço terapia há dois anos e já aprendi a lidar com essas situações de forma madura.
vou mandar uma macumba online anônima pra eles.
Hoje mesmo, mandei uma foto super legal dos meus sobrinhos no grupo da minha família (leia-se minha mãe e minhas três irmãs) no whataspp. Todo mundo viu - porque os malditos checkzinhos ficaram azuis - mas ninguém falou nada. É óbvio que elas estão putas comigo por alguma razão, né? É evidente que eu estou sendo ignorada de propósito, gente. Daí eu fico aqui num processo mental esquizofrênico tentando descobrir o porquê delas estarem putas comigo, até chegar à conclusão de que não há razão pra isso e que ninguém tá chateado comigo.
Mas gente, e quando os dois coleguinhas que trabalham na sua sala se juntam num cantinho e começam a conversar quase sussurrando? Pois é, isso tá acontecendo agora, enquanto eu escrevo este post. E gente, eles estão cochichando já faz uns dez minutos. E eu tenho certeza de que estão falando de mim. Só pode ser. Ainda mais porque um dos coleguinhas é o inconveniente das lentes transitions.
Daí eu fico aqui tomando café e sofrendinho. Mas né, eu faço terapia há dois anos e já aprendi a lidar com essas situações de forma madura.
vou mandar uma macumba online anônima pra eles.
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Eu sou péssima pra lembrar do nome das pessoas. Todo mundo diz isso, né? Mas é sério, eu sou muito ruim nisso meeeesmo. Minha memória para nomes é uma das piores que eu já vi - e olha que eu já convivi com muita gente maconheira desmemoriada por aí.
Uma vez eu tava numa festa com uns amigos quando alguém me cutucou. Era um cara que tinha sido meu amigo há mais de 10 anos. Na hora que olhei pra ele, lembrei do nome: Rafael.
Gente, eu fico tão orgulhosa quando lembro do nome de pessoas que eu não vejo há muito tempo, que eu faço questão de repetir o nome delas várias vezes durante a conversa, pra pessoa ficar contente que eu lembrei o nome dela.
Ficamos conversando durante uns 20 minutos, tempo no qual eu devo ter falado a palavra Rafa aproximadamente 47 vezes.
Terminamos a conversa, trocamos telefone, ele se despediu e foi embora. Alguns minutos depois me mandou uma mensagem:
- Foi ótimo te ver, Fernanda! Vamos marcar uma cervejinha! Bjs, Gabriel.
Uma vez eu tava numa festa com uns amigos quando alguém me cutucou. Era um cara que tinha sido meu amigo há mais de 10 anos. Na hora que olhei pra ele, lembrei do nome: Rafael.
Gente, eu fico tão orgulhosa quando lembro do nome de pessoas que eu não vejo há muito tempo, que eu faço questão de repetir o nome delas várias vezes durante a conversa, pra pessoa ficar contente que eu lembrei o nome dela.
Ficamos conversando durante uns 20 minutos, tempo no qual eu devo ter falado a palavra Rafa aproximadamente 47 vezes.
Terminamos a conversa, trocamos telefone, ele se despediu e foi embora. Alguns minutos depois me mandou uma mensagem:
- Foi ótimo te ver, Fernanda! Vamos marcar uma cervejinha! Bjs, Gabriel.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Meus três leitores devem estar de saco cheio de ler sobre meus sonhos, né?
Mas gente, esses dias rolou uma coisa muito bizarra.
Outro dia eu sonhei que eu tava no meu trabalho (só que era um lugar que eu nunca vi na vida real), daí eu escrevia um bilhetinho com um recado pra mim mesma, sobre uma pendência de trabalho que eu não podia esquecer de fazer.
Daí beleza, acordei, vivi, os dias se passaram, eu tive outros sonhos aleatórios sobregravidez e nenéns outros assuntos e a vida seguiu normalmente.
Até que essa semana eu sonhei de novo que estava no trabalho. E de novo era outro lugar que eu não conheço. Daí que eu conversava com um colega sobre um assunto qualquer, e de repente lembrava da pendência e *tcharam*, achava o bilhetinho que eu escrevi no outro sonho em cima da minha mesa.
só eu achei isso muito louco? só eu achei isso total inception? só eu acho que eu deveria ser estudada pela ciência?
Mas gente, esses dias rolou uma coisa muito bizarra.
Outro dia eu sonhei que eu tava no meu trabalho (só que era um lugar que eu nunca vi na vida real), daí eu escrevia um bilhetinho com um recado pra mim mesma, sobre uma pendência de trabalho que eu não podia esquecer de fazer.
Daí beleza, acordei, vivi, os dias se passaram, eu tive outros sonhos aleatórios sobre
Até que essa semana eu sonhei de novo que estava no trabalho. E de novo era outro lugar que eu não conheço. Daí que eu conversava com um colega sobre um assunto qualquer, e de repente lembrava da pendência e *tcharam*, achava o bilhetinho que eu escrevi no outro sonho em cima da minha mesa.
só eu achei isso muito louco? só eu achei isso total inception? só eu acho que eu deveria ser estudada pela ciência?
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Eu sou a louca da gravidez. Quem me conhece bem sabe que quase todo mês eu acho que tô grávida, mesmo se eu tomar pílula e usar camisinha.
Se você pegar a minha página de exames do Sabin, você verávários alguns resultados negativos de BetaHCG. Sim, porque além de paranóica, eu sou o cúmulo da desconfiança e nem perco meu tempo com testes de farmácia.
Tenho uma amiga que pra quem eu sempre conto das minhas desconfianças. Não importa a quanto tempo a gente não se fala, de tempos em tempos eu aviso: "amiga, acho que tô grávida. tô indo fazer um Beta, fique a postos que eu vou te ligar quando sair o resultado!!!!". Ela nem se assusta mais com meus "acho que tô grávida". Tenho certeza que no dia que eu estiver grávida de verdade, ela vai mandar um "deixa eu ver o exame".
Apesar disso tudo, eu decidi ficar mais tranquila e não entrar na paranóia. Tudo bem que no mês passado eu tive cer-te-za que estava grávida e mesmo assim o exame deu negativo, mas sério, agora só vou fazer exame de gravidez quando eu tiver pelo menos algum indício de verdade - e não os sintomas imaginários que minha cabeça cria.
Até que esta semana eu tava em casa com a TV ligada, quando começou um programa chamado "Eu não sabia que estava grávida". Gente. Mulheres que estão lá vivendo a vida tranquilamente quando *pof*, parem um bebê. Assim, DO NADA. Sem sintoma nenhum, sem indício nenhum, menstruando normalmente. Só descobrem que estavam grávidas quando o bebê nasce.
agora eu sou a louca-paranóica-psicótica da gravidez? Sim ou com certeza?
Se você pegar a minha página de exames do Sabin, você verá
Tenho uma amiga que pra quem eu sempre conto das minhas desconfianças. Não importa a quanto tempo a gente não se fala, de tempos em tempos eu aviso: "amiga, acho que tô grávida. tô indo fazer um Beta, fique a postos que eu vou te ligar quando sair o resultado!!!!". Ela nem se assusta mais com meus "acho que tô grávida". Tenho certeza que no dia que eu estiver grávida de verdade, ela vai mandar um "deixa eu ver o exame".
Apesar disso tudo, eu decidi ficar mais tranquila e não entrar na paranóia. Tudo bem que no mês passado eu tive cer-te-za que estava grávida e mesmo assim o exame deu negativo, mas sério, agora só vou fazer exame de gravidez quando eu tiver pelo menos algum indício de verdade - e não os sintomas imaginários que minha cabeça cria.
Até que esta semana eu tava em casa com a TV ligada, quando começou um programa chamado "Eu não sabia que estava grávida". Gente. Mulheres que estão lá vivendo a vida tranquilamente quando *pof*, parem um bebê. Assim, DO NADA. Sem sintoma nenhum, sem indício nenhum, menstruando normalmente. Só descobrem que estavam grávidas quando o bebê nasce.
agora eu sou a louca-paranóica-psicótica da gravidez? Sim ou com certeza?
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Outro eu tava conversando com uns amigos e o papo chegou no tema dieta. Aliás, pode reparar, em qualquer roda de conversa inevitavelmente este assunto surgirá. Sério, pode reparar.
Daí a amiga, que emagreceu uns bons quilos, tava lá contando da alimentação sem glúten dela e do marido. E a outra amiga falando de outra dieta que ela estava fazendo.
Como desse assunto eu entendo (são anos de experiência, gente), fiquei láprescrevendo dieta e treino dando umas dicas sobre alimentação, exercício e a porra toda. Então alguém me perguntou o que eu tinha almoçado naquele dia.
- Salada, feijão, frango e 5 paçoquinhas.
foco, força e foda-se.
Daí a amiga, que emagreceu uns bons quilos, tava lá contando da alimentação sem glúten dela e do marido. E a outra amiga falando de outra dieta que ela estava fazendo.
Como desse assunto eu entendo (são anos de experiência, gente), fiquei lá
- Salada, feijão, frango e 5 paçoquinhas.
foco, força e foda-se.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Quem me acompanha aqui no blog sabe que eu trabalhei, durante algum tempo, com uma coleguinha que me irritava profundamente. Ela não fazia nada demais pra me incomodar além de ser lerda pra caralho, mas até o jeito dela digitar me irritava, coitada. Até que eu mudei de departamento e consegui me livrar dela.
Daí que minha vida no trabalho estava tranquila, sem coleguinhas tãããão irritantes como aquela - porque alguém que não me irrite numa convivência diária de 8 horas é praticamente impossível.
Até que chegou um novo funcionário. E é óbvio que ele passou a se sentar do meu lado, né. Sério, não entendo, com três estações de trabalho livres, o cidadão decide se mudar justamente praquela colada na minha.
Gente, eu poderia ficar horas enumerando as coisas que o sujeito faz e tenho certeza que vocês concordariam comigo. Não vou nem mencionar o fato de ele usar óculos com lentes transitions, o que por si só já me irrita imensamente.
Às vezes eu coloco uns fones de ouvido por motivos de: a não ser que você seja meu chefe ou que o prédio esteja pegando fogo, não me incomode. Sério, eu nem ouço nada, só coloco os fones pra mandar esse singelo recado, às vezes o fone tá até desconectado do computador, mas tô com ele lá nas orelhas.
O coleguinha puxa papo mesmo assim? Claro.
O que ele tem pra me falar é relevante e me desperta algum interesse? Jamais.
Daí que né, passei a aceitar que trabalhar com gente irritante é meu karma, daí faço uns exercícios de respiração, mentalizo um jardim com uns gnomos, e consigo passar 8h ao lado do indivíduo sem me afetar tanto - sempre com minha música imaginária nos fones.
Daí hoje dei uma olhadela no computador do coleguinha, que é triatleta amador, e o papel de parede era uma tela preta com uma frase escrita em branco: "nascido para treinar, obrigado a trabalhar."
Olha, achei tendência. Quer dizer, não a parte do "nascido pra treinar", mas gente, curti o desabafo e compartilho do sentimento de "obrigado a trabalhar". Desceu um degrau no meu nível de irritação.
mas nunca vou engolir as lentes transitions. nunca.
Daí que minha vida no trabalho estava tranquila, sem coleguinhas tãããão irritantes como aquela - porque alguém que não me irrite numa convivência diária de 8 horas é praticamente impossível.
Até que chegou um novo funcionário. E é óbvio que ele passou a se sentar do meu lado, né. Sério, não entendo, com três estações de trabalho livres, o cidadão decide se mudar justamente praquela colada na minha.
Gente, eu poderia ficar horas enumerando as coisas que o sujeito faz e tenho certeza que vocês concordariam comigo. Não vou nem mencionar o fato de ele usar óculos com lentes transitions, o que por si só já me irrita imensamente.
Às vezes eu coloco uns fones de ouvido por motivos de: a não ser que você seja meu chefe ou que o prédio esteja pegando fogo, não me incomode. Sério, eu nem ouço nada, só coloco os fones pra mandar esse singelo recado, às vezes o fone tá até desconectado do computador, mas tô com ele lá nas orelhas.
O coleguinha puxa papo mesmo assim? Claro.
O que ele tem pra me falar é relevante e me desperta algum interesse? Jamais.
Daí que né, passei a aceitar que trabalhar com gente irritante é meu karma, daí faço uns exercícios de respiração, mentalizo um jardim com uns gnomos, e consigo passar 8h ao lado do indivíduo sem me afetar tanto - sempre com minha música imaginária nos fones.
Daí hoje dei uma olhadela no computador do coleguinha, que é triatleta amador, e o papel de parede era uma tela preta com uma frase escrita em branco: "nascido para treinar, obrigado a trabalhar."
Olha, achei tendência. Quer dizer, não a parte do "nascido pra treinar", mas gente, curti o desabafo e compartilho do sentimento de "obrigado a trabalhar". Desceu um degrau no meu nível de irritação.
mas nunca vou engolir as lentes transitions. nunca.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Eu tenho a impressão de que o porteiro do meu prédio não vai com a minha cara. Educada que sou, sempre falo com ele normalmente, mas ele só responde às vezes.
Daí que eu andei pensando que isso poderia ser coisa da minha cabeça e que talvez fosse só impressão mesmo, que o cara não tem nenhum problema comigo e tal.
Até ontem, quando esse cidadão tocou a campanhia lá de casa às 7h03 da manhã pra me entregar uma encomenda que tinha chegado no dia anterior.
campainha - e não interfone.
sete e três da manhã.
pra entregar uma encomenda - que eu poderia tranquilamente pegar em qualquer outro horário.
ele me odeia? Sim ou com certeza?
Daí que eu andei pensando que isso poderia ser coisa da minha cabeça e que talvez fosse só impressão mesmo, que o cara não tem nenhum problema comigo e tal.
Até ontem, quando esse cidadão tocou a campanhia lá de casa às 7h03 da manhã pra me entregar uma encomenda que tinha chegado no dia anterior.
campainha - e não interfone.
sete e três da manhã.
pra entregar uma encomenda - que eu poderia tranquilamente pegar em qualquer outro horário.
ele me odeia? Sim ou com certeza?
sexta-feira, 20 de março de 2015
Eu queria vir aqui contar uma história super legal sobre algo divertido que aconteceu comigo. Mas caramba, minha vida anda tão sem gracinha - não que eu esteja reclamando, tá tudo ótimo - que não rende um mero postzinho aqui pro blog.
Daí que eu venho aqui e conto dos meus sonhos - porque esses, meus amigos, jamais ficam sem graça. Jamais. Aí eu penso: porra, tô transformando o blog num blog de sonhos, que saco. Mas gente, não dá pra evitar.
Foi tipo o sonho dessa noite, em que eu ia no salão fazer as unhas e minha manicure era um moleque de uns 9 ou 10 anos. Tudo ia bem até a hora de escolher o esmalte. Eu queria passar um vermelhão e o moleque se recusava, porque ele era muito fã de quadrinhos e aquele dia ele havia acordado com vontade de ser o Lanterna Verde (ele até tava usando aquela camiseta do superherói) e ele só pintaria minha unha se fosse de verde. E gente, quem em sã consciência pinta a unha de verde-lanterna-verde? (Ou de amarelo? Taí a cor que eu mais acho escrota pra esmalte, amarelo).
A gente caía na porrada e a mãe do moleque - que também tava usando uma camiseta do Lanterna Verde - chegava e partia pra cima de mim.
felizmente eu acordei antes de levar o primeiro soco.
Daí que eu venho aqui e conto dos meus sonhos - porque esses, meus amigos, jamais ficam sem graça. Jamais. Aí eu penso: porra, tô transformando o blog num blog de sonhos, que saco. Mas gente, não dá pra evitar.
Foi tipo o sonho dessa noite, em que eu ia no salão fazer as unhas e minha manicure era um moleque de uns 9 ou 10 anos. Tudo ia bem até a hora de escolher o esmalte. Eu queria passar um vermelhão e o moleque se recusava, porque ele era muito fã de quadrinhos e aquele dia ele havia acordado com vontade de ser o Lanterna Verde (ele até tava usando aquela camiseta do superherói) e ele só pintaria minha unha se fosse de verde. E gente, quem em sã consciência pinta a unha de verde-lanterna-verde? (Ou de amarelo? Taí a cor que eu mais acho escrota pra esmalte, amarelo).
A gente caía na porrada e a mãe do moleque - que também tava usando uma camiseta do Lanterna Verde - chegava e partia pra cima de mim.
felizmente eu acordei antes de levar o primeiro soco.
sábado, 31 de janeiro de 2015
Eu queria tanto, mas tanto lembrar do sonho que eu tive essa noite, porque eu tenho certeza que foi um sonho muito louco. E eu sei disso porque a única coisa que eu consigo lembrar é que no meio dele eu falava "cara, pre-ci-so postar isso no blog!".
que post inútil, né. Mas gente, a coisa mais importante que fiz nos últimos dias foi decidir apagar o candy crush do meu telefone. Reflitam.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Um dos meus maiores medos é de ser presa. Não que eu faça algo que justifique ter medo de ir pro xilindró a qualquer momento, mas essa ideia me apavora.
Daí que eu tenho sonhos recorrentes de que eu tô na prisão. Só que o que eu tive outro dia foi campeão.
Eu estava lá, num pátio onde havia várias pessoas, daí um cara de terno aparecia, acho que era tipo o diretor do presídio e tal. Daí começava uma rebelião e o Jason Statham (vlw google) conseguia matar o diretor cuspindo com uma zarabatana. Então a diretoria do presídio ficava puta e a partir daí, ao invés de água, o que saía das torneiras era xixi. E eu começava a chorar porque achava que ia morrer de sede (literalmente, vejam bem) e conseguia subir no último andar do presídio, que era tipo uma cobertura onde os presos mais antigos viviam e o lugar era bem melhor. Era tipo uma cobertura pros presos aposentados e tal. Então eu chorava e falava das torneiras de xixi e uma detenta me dava um estojo cheio de canetas coloridas que tinha um fundo falso com uma garrafinha de água.
daí eu acordei.
Daí que eu tenho sonhos recorrentes de que eu tô na prisão. Só que o que eu tive outro dia foi campeão.
Eu estava lá, num pátio onde havia várias pessoas, daí um cara de terno aparecia, acho que era tipo o diretor do presídio e tal. Daí começava uma rebelião e o Jason Statham (vlw google) conseguia matar o diretor cuspindo com uma zarabatana. Então a diretoria do presídio ficava puta e a partir daí, ao invés de água, o que saía das torneiras era xixi. E eu começava a chorar porque achava que ia morrer de sede (literalmente, vejam bem) e conseguia subir no último andar do presídio, que era tipo uma cobertura onde os presos mais antigos viviam e o lugar era bem melhor. Era tipo uma cobertura pros presos aposentados e tal. Então eu chorava e falava das torneiras de xixi e uma detenta me dava um estojo cheio de canetas coloridas que tinha um fundo falso com uma garrafinha de água.
daí eu acordei.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Hoje eu tarra lá exercitando minha paciência esperando ser atendida no Detran, pra conseguir emplacar meu carro novo - não, não é um carro-fogão :( - quando um motoqueiro senta ao meu lado.
(Me identifiquei com o detalhe de ele estar todo vestido com aquelas roupas especiais que motoqueiros usam na chuva, mas de chinelo, porque eu certamente faria o mesmo pra não estragar meus sapatos.)
Eis que o motoqueiro resolve puxar assunto comigo. Gente, admiro pessoas que conseguem ser sociáveis até numa manhã chuvosa aguardando atendimento no Detran. Eu queria ter esse dom... mas como não tenho, eu tarra lá no meu mundinho, tentanto passar da maldita fase 109 do candy crush, e evitando olhar para os lados, já que meu nível de paciência depois de quase duas horas de espera estava no nível -3.
Olha, mesmo eu dando apenas respostas monossilábicas, o indivíduo achou de bom tom me contar que apareceu uma mulher desconhecida no zapzap* dele, me mostrar a foto da cidadã e perguntar minha opinião sobre a aparência dela, me dizer que foi casado três vezes e que as mulheres foram embora levando todo o dinheiro dele, que ele tava com um problema com o IPTU da casa dele, que ele nasceu em uma cidade do interior da Bahia, onde os irmãos ainda moram, que morou em São Paulo antes de vir pra Brasília, que ele tava ali no Detran pra resolver uma pendência com a moto dele, porque parece que o banco não deu baixa no financiamento, sendo que ele pagou todas as prestações - e pagou mesmo, porque me mostrou todos os comprovantes.
Gente, imagina se eu desse corda e usasse frases com mais de duas palavras?
*vocês não sentem um ódio mortal de quem fala zapzap? eu sinto.
(Me identifiquei com o detalhe de ele estar todo vestido com aquelas roupas especiais que motoqueiros usam na chuva, mas de chinelo, porque eu certamente faria o mesmo pra não estragar meus sapatos.)
Eis que o motoqueiro resolve puxar assunto comigo. Gente, admiro pessoas que conseguem ser sociáveis até numa manhã chuvosa aguardando atendimento no Detran. Eu queria ter esse dom... mas como não tenho, eu tarra lá no meu mundinho, tentanto passar da maldita fase 109 do candy crush, e evitando olhar para os lados, já que meu nível de paciência depois de quase duas horas de espera estava no nível -3.
Olha, mesmo eu dando apenas respostas monossilábicas, o indivíduo achou de bom tom me contar que apareceu uma mulher desconhecida no zapzap* dele, me mostrar a foto da cidadã e perguntar minha opinião sobre a aparência dela, me dizer que foi casado três vezes e que as mulheres foram embora levando todo o dinheiro dele, que ele tava com um problema com o IPTU da casa dele, que ele nasceu em uma cidade do interior da Bahia, onde os irmãos ainda moram, que morou em São Paulo antes de vir pra Brasília, que ele tava ali no Detran pra resolver uma pendência com a moto dele, porque parece que o banco não deu baixa no financiamento, sendo que ele pagou todas as prestações - e pagou mesmo, porque me mostrou todos os comprovantes.
Gente, imagina se eu desse corda e usasse frases com mais de duas palavras?
*vocês não sentem um ódio mortal de quem fala zapzap? eu sinto.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Então eu sonhei que eu comprava um carro novo que também virava um super fogão, com três fornos e várias bocas. Daí eu ia pra faculdade e montava meu carro-fogão no meio da sala, e as pessoas iam chegando pra aula e elogiavam o cheirinho de bolo assando no forno. Enquanto o professor dava aula e o bolo assava, eu resolvia preparar um arroz, e deixava queimar. Então o cheirinho de bolo era substituído pelo cheiro de arroz queimado.
fim.
fim.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Hoje no supermercado eu fui atendida por uma caixa que tinha uma tatuagem no antebraço, com aquela cor azul-esverdeada típica de tatuagens de presidiários, com letras bem toscas, provavelmente escritas por ela mesma, e que ocupava o antebraço inteiro, de ponta a ponta, com os seguintes dizeres:
BANDIDA SURFISTINHA.
sem mais.
BANDIDA SURFISTINHA.
sem mais.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Pontualidade no trabalho definitivamente não é o meu forte. Aliás, eu até posso dizer que sou pontual nos meus atrasos: eu sempre chego 45 minutos atrasada.
Antigamente eu ficava super aflita no caminho, morrendo de vergonha. Hoje em dia eu nem fico mais. Todo mundo sabe que eu chego mais tarde, meus chefes são tranquilos e já se acostumaram, e porra, eles têm coisas mais importantes pra se preocupar, né.
Só que hoje eu percebi que não só me acostumei, como eu passei a acreditar de verdade que o horário que eu chego é o horário certo. Fui renovar meu passaporte bem cedinho e o sistema estava fora do ar, sem previsão de volta. Então eu remarquei e fui embora. No caminho pro trabalho, me dei conta de que eu chegaria na hora certa e instantaneamente pensei no que eu poderia fazer nos 45 minutos que eu ainda tinha livres.
Antigamente eu ficava super aflita no caminho, morrendo de vergonha. Hoje em dia eu nem fico mais. Todo mundo sabe que eu chego mais tarde, meus chefes são tranquilos e já se acostumaram, e porra, eles têm coisas mais importantes pra se preocupar, né.
Só que hoje eu percebi que não só me acostumei, como eu passei a acreditar de verdade que o horário que eu chego é o horário certo. Fui renovar meu passaporte bem cedinho e o sistema estava fora do ar, sem previsão de volta. Então eu remarquei e fui embora. No caminho pro trabalho, me dei conta de que eu chegaria na hora certa e instantaneamente pensei no que eu poderia fazer nos 45 minutos que eu ainda tinha livres.
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