Eu sempre tive muitos amigos homens. Não sei porque, mas de dou (opa) naturalmente bem com os membros (ooopa) do sexo oposto.
Quando eu era crionça, na escola eu só andava com os meninos. Então, pra alegria da minha mãe, acabei desenvolvendo alguns hábitos que não eram muito adequados a
uma-mocinha-tão-bonita.
O que mais marcou minha infância no meio dos
bróder foram os palavrões. Ah, os palavrões. Aprendi vários na escola, vários. E falava todos em casa, todos.
Até que minha mãe resolveu comprar um caderninho, que seria o
caderninho dos palavrões. Nessa época eu devia ter uns 6 anos. Ela entregou o caderninho pra minha irmã gêmea* com a seguinte recomendação:
- Anote todos os palavrões que a Fernanda falar ao longo do dia.
E ela colou em mim. Aonde eu ia, ela ia atrás, com um lápis e o caderninho. Eu abria a boca, ela ameaçava um movimento de anotação. Isso durou um tempinho.
É claro que minha mãe lia todos os dias. E é claro que ela ficava chocada com os palavrões que
uma-mocinha-tão-bonita falava. É claro que eu tomava uma pêa.
Daí que anos depois reencontramos o caderninho. Mocinha formada, eu já tinha um repertório maior de palavrões, mas agora os utilizava com menor frequência. Mas gente:
"Chupa minha tiola (fazendo a dança do Michael Jackson)."
Não sei o que é pior.
Uma-mocinha-tão-bonita de 6 anos falando isso, ou outra escrevendo "tiola", do jeito que se fala, com direito a observação entre parênteses.
que eu não tenha filhos que nem eu, amém.
*sim, tenho uma gêmea. Mas isso é história pra outro post...